Publicado em 08/10/2014 11h46

Café no sul do estado: chuva é insuficiente para reverter déficit hídrico e a florada deve ser abortada

Café no sul de minas, as chuvas esparsas são insuficientes para reverterem déficit hídrico. Com a continuidade do tempo seco, a expectativa é que haja o abortamento da florada. E a perda para a próxima safra pode ser maior do que o previsto inicialmente. Apesar da reação nos preços poucos cafeicultores têm o produto para negociar.

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As previsões climáticas apontam que o tempo deverá permanecer seco na região Sudeste. As chuvas deverão retornar à região a partir da segunda quinzena de outubro, mas, ainda assim, não são esperados grandes volumes acumulados para o estado de Minas Gerais. 

Na região do sul do estado, principal produtora de café do pais, de acordo com Paulo Sergio de Souza, professor responsável pelo departamento de meteorologia do IFsuldeminas Campus Muzambinho, as chuvas registradas nos últimos dias ainda foram esparsas e insuficientes para reverter o déficit hídrico, que chega a 150 mm na localidade. As precipitações ajudam, porém não resolvem o problema da seca, que persiste desde o início do ano.

A perspectiva é que haja o abortamento da florada, segundo  Paulo Sergio,  “Temos poucas flores abertas e a chegada de uma frente fria também preocupa, já que com o vento forte, as flores caem no chão e as temperaturas estão baixas. A perspectiva é que a perda para próxima safra seja maior do que o esperado inicialmente, que pode superar 30%”, destaca.

Por outro lado, apesar da reação nos preços praticados no mercado interno, o café vem sendo comercializado   e a grande maioria dos produtores já vendeu produto a R$ 290,00 a saca. Valor que não cobre os custos de produção, especialmente nas regiões montanhosas. “Isso sem contar as perdas na safra anterior, gastamos entre 700 a 1000 litros para fazer uma saca de café. Tem muita gente desanimada, muitos produtores querendo vender a propriedade e o cafeicultor está quebrado”, explica Valdir Goulart, produtor de café de Muzambinho.

 Com isso a economia das cidades mineiras também é afetada, muitas cidades dependem exclusivamente do café, com as eleições esperamos que os políticos  que acabaram de ser eleitos, possam nos ajudar com medida”,  finaliza o produtor de café.

Autoria: Valeria Vilela com informações do serviço de Meteorologia

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