Dividir espaço em veículos que já circulam por regiões produtoras pode baratear o transporte de pequenas cargas agrícolas. Segundo a BagLog, startup brasileira de logística, o custo do frete caiu 18% nas operações com cargas agrupadas que a empresa acompanhou.
Fundada por Patrícia Vitória Souza, atual CEO, a empresa opera sem frota nem armazéns próprios. Para solicitar o frete, o produtor informa o tipo de mercadoria, a origem e o destino da entrega. A plataforma usa inteligência artificial e geolocalização para cruzar esses dados com trajetos já programados e encontrar transportadores com espaço disponível nos veículos.
Produtores individuais, cooperativas e associações podem usar o serviço para levar mercadorias a centros de distribuição e pontos de venda. Com o compartilhamento, o produtor pode enviar volumes menores sem contratar um veículo exclusivo. Nos dados internos da BagLog, o modelo também reduziu em 22% a ociosidade logística.
A startup é uma das 15 selecionadas para a missão BRAVI 2026, que passa por quatro cidades italianas de 2 a 11 de novembro. A programação inclui a feira Ecomondo, em Rimini. A empresa busca parceiros para um projeto-piloto que avalie o uso do serviço em cadeias com pequenas propriedades familiares e distribuição regional. Frutas, laticínios, vinhos e azeites estão entre os segmentos em análise.
A plataforma reúne 127 empresas ativas, das quais 60% são lideradas por mulheres. Até 2027, a BagLog pretende atuar no Brasil, na Itália e na Argentina e alcançar 1.500 produtores rurais ativos na plataforma. Outra meta é que 40% dos clientes tenham acesso a novos mercados por meio do transporte compartilhado.