
O comércio exterior brasileiro mantém ritmo de expansão sustentado pelo desempenho do agronegócio e das indústrias extrativa e de transformação. Dados oficiais divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações acumuladas entre janeiro e a segunda semana de outubro de 2026 atingiram US$ 297,65 bilhões, registrando crescimento de 11,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No mesmo intervalo acumulado, as importações somaram US$ 231,77 bilhões, com alta de 6,1%. O desempenho expandiu o superávit da balança comercial brasileira em 34,6%, alcançando o saldo positivo de US$ 65,88 bilhões, enquanto a corrente de comércio total atingiu US$ 529,41 bilhões.
Na parcial do mês de outubro, cobrindo até a segunda semana, as vendas externas alcançaram US$ 12,99 bilhões, representando uma elevação de 29,6% em relação a outubro de 2025. Com compras externas de US$ 9,51 bilhões no mês, o saldo mensal ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, avanço de 63,8%.
Desempenho acumulado: As exportações brasileiras somaram US$ 297,65 bilhões em 2026, gerando superávit acumulado de US$ 65,88 bilhões até outubro.
O setor agropecuário registrou faturamento de US$ 2,62 bilhões na parcial de outubro de 2026, contabilizando crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço das embarcações de soja em grão operou como o principal suporte econômico da pauta rural, registrando aumento de 26,0% nas vendas externas.
A pauta exportadora do campo também contabilizou expansão expressiva nos embarques de animais vivos, que registraram alta de 311,2%, além do salto estatístico na categoria de centeio, aveia e outros cereais não moídos.
Por outro lado, alguns produtos tradicionais da pauta agrícola apresentaram retração no período parcial. As exportações de milho não moído recuaram 6,6%, os embarques de café não torrado registraram queda de 6,5% e as vendas de sementes oleaginosas recuaram 61,3%.
Avanço da soja: As vendas externas de soja em grão cresceram 26,0% na parcial de outubro, impulsionando o faturamento agropecuário para US$ 2,62 bilhões.
Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 51,7% na parcial do mês, atingindo US$ 3,62 bilhões. Os destaques ficaram com o petróleo bruto, cujas vendas subiram 117,7%, e com os minérios de níquel, que cresceram 240,5%. Em contrapartida, as embarcações de minério de ferro registraram queda de 20,9% no período.
A indústria de transformação faturou US$ 6,59 bilhões, alta de 21,3%, impulsionada por embarques de celulose com crescimento de 69,7% e óleos combustíveis com alta de 227,7%. O segmento de carnes, no entanto, registrou retração de 33,1% nas vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, enquanto as exportações de açúcares e melaços caíram 35,8%.
No tocante aos insumos importados pelo setor produtivo, as compras externas da agropecuária cresceram 26,7%, somando US$ 0,19 bilhão. O movimento refletiu o aumento de 32,8% na aquisição de trigo e centeio não moídos, acompanhado pela alta de 82,3% nas importações de soja para processamento.
Nas compras de insumos industriais para a produção nacional, as importações de adubos e fertilizantes químicos registraram recuo de 7,5% na parcial de outubro, somando queda acompanhada pela retração de 88,8% nas aquisições de fertilizantes brutos.