O setor avícola nacional registrou desempenho expressivo no comércio exterior durante o mês de agosto. Os embarques totais de carne de frango, englobando produtos in natura e processados, somaram 492,634 mil toneladas. A variação representa um avanço de 24,8% em comparação com as 394,637 mil toneladas contabilizadas no mesmo período de 2025, conforme balanço oficial da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita financeira obtida pelas agroindústrias exportadoras acompanhou o ritmo dos volumes expedidos, alcançando US$ 997,870 milhões. O montante é 42,7% superior aos US$ 699,458 milhões faturados em agosto do ano passado. Trata-se do segundo maior resultado mensal registrado em toda a série histórica do segmento, superado apenas pelos números de maio deste ano.
Destaque: O faturamento das exportações de frango em agosto cresceu 42,7% e bateu US$ 997,8 milhões, marca histórica para o setor avícola.
A evolução mantida nos oito primeiros meses de 2026 consolida o ciclo de expansão. No acumulado de janeiro a agosto, os embarques ao exterior totalizaram 3,921 milhões de toneladas, alta de 15,5% frente às 3,395 milhões de toneladas negociadas em igual intervalo de 2025. O faturamento acumulado atingiu US$ 7,689 bilhões, registrando expansão de 21,9%.
A China ocupou o primeiro posto entre os destinos da proteína brasileira em agosto, adquirindo 50,988 mil toneladas. O volume supera de forma expressiva as 83 toneladas enviadas no mesmo mês de 2025. A base comparativa do ano anterior sofreu forte retração em razão dos bloqueios temporários aplicados após um foco isolado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial, situação debelada ainda no primeiro semestre daquele ano.
Os Emirados Árabes Unidos figuraram na segunda posição, comprando 44,279 mil toneladas, o que significa um crescimento de 35,9%. A União Europeia apareceu logo em seguida, com 42,432 mil toneladas e salto de 1.469,1%, movimento que também reflete a recomposição do fluxo comercial após os eventos sanitários de 2025 e a aceleração de compras antes da suspensão temporária de licenças adotada em setembro.
Destaque: Vendas para a China voltaram ao ritmo normal e atingiram 50,9 mil toneladas em agosto, liderando as compras internacionais.
Completam a lista dos principais compradores internacionais o Japão, com 41,795 mil toneladas (alta de 37,8%); a Arábia Saudita, com 35,195 mil toneladas (elevação de 29,9%); e a África do Sul, com 25,590 mil toneladas, registrando retração de 0,8%.
Entre os estados produtores, o Paraná permaneceu na liderança absoluta dos embarques ao exterior. As plantas paranaenses responderam pelo envio de 200,585 mil toneladas ao longo do mês, volume 26,4% maior do que as 158,744 mil toneladas registradas em agosto do ano passado.
Santa Catarina manteve a segunda colocação, somando 105,993 mil toneladas e crescimento de 18,1%. O Rio Grande do Sul embarcou 61,202 mil toneladas, anotando variação positiva de 38,7%. São Paulo ocupou o quarto lugar no ranking com 29,531 mil toneladas (+20,3%), seguido por Goiás, que destinou 24,836 mil toneladas ao mercado externo (+15,4%).
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o balanço mensal demonstra a capacidade de atendimento da avicultura instalada no país. A diversificação da carteira de compradores internacionais e a biossegurança das plantas fabris mantêm o ritmo de negócios nos principais mercados consumidores mundiais.
As agroindústrias instaladas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul mantêm a rotina de abates programada para atender contratos do Oriente Médio e da Ásia previstos para o encerramento do terceiro trimestre.