O mercado internacional de proteína animal registrou um marco histórico para o posicionamento estratégico do agronegócio brasileiro. As autoridades alfandegárias e sanitárias da China oficializaram o reconhecimento de todo o território do Brasil como área livre de febre aftosa. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) manifestou celebração diante do anúncio, classificando a medida como o resultado de uma longa e complexa rodada de negociações liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
A validação emitida pelo governo chinês chancela a robustez do sistema de defesa agropecuária do país, elevando o patamar de confiabilidade das indústrias nacionais. O processo foi coordenado diretamente pelo Ministro da Agricultura, André de Paula, com suporte do Secretário de Relações Internacionais, Luis Rua, e do Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, atuando de forma integrada com a ApexBrasil, com os órgãos de fiscalização estaduais e com as lideranças do setor produtivo.
A ampliação do status sanitário deve desencadear reflexos econômicos imediatos no fluxo de comércio exterior da suinocultura nacional. De acordo com as projeções técnicas elaboradas pela inteligência de mercado da ABPA, a abertura de novas frentes de comercialização em estados que antes enfrentavam restrições tarifárias ou sanitárias tem potencial para expandir os embarques para a China em mais de 40 mil toneladas anuais.
"A medida reforça a elevada confiança sanitária existente entre Brasil e China e cria condições ainda mais favoráveis para o aprofundamento das relações comerciais entre os dois países, especialmente em um momento de crescente demanda global por alimentos seguros." — Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Este incremento no volume físico exportado trará impactos positivos para a macroeconomia do país, estimulando a atração de divisas cambiais, a geração de novos postos de trabalho nas plantas de processamento e a elevação da renda nas comunidades integradas do interior.
Até a publicação do novo parecer aduaneiro chinês, o estado de Santa Catarina figurava de maneira isolada como o único território brasileiro autorizado a exportar carne suína com o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação perante Pequim. A nova governança sanitária estende os benefícios comerciais de forma imediata para polos produtores do Centro-Oeste e do Sul do país que já contam com plantas frigoríficas habilitadas para o atendimento da demanda chinesa.
| Estado da Federação | Plantas Habilitadas para a China | Status Anterior | Principais Mudanças Operacionais |
| Santa Catarina | 7 unidades industriais | Livre sem vacinação | Mantém o fluxo regular e abre margem para novos contratos. |
| Rio Grande do Sul | 8 unidades industriais | Restrição parcial | Autorizado a embarcar carne com osso e miúdos externos. |
| Mato Grosso | 1 unidade industrial | Restrição parcial | Autorizado a acessar o mercado com cortes de maior valor. |
A mudança regulatória mais comemorada pelas diretorias das agroindústrias é a permissão exclusiva para o envio de carne com osso e miúdos externos, itens que possuem alta liquidez e excelente margem de valorização no mercado asiático, mas que eram proibidos para regiões que não detinham a chancela completa de erradicação da doença. A ABPA indica que o novo cenário pavimenta o caminho para que novos estados e plantas busquem auditorias oficiais e futuras habilitações, consolidando o Brasil como o parceiro ideal para a segurança alimentar da Ásia.