
A Tracbel Agro consolidou mais um passo estratégico para a inclusão de mulheres em funções operacionais do agronegócio paulista. A empresa anunciou a abertura de inscrições para uma nova turma de formação de operadoras de colhedoras de cana-de-açúcar da marca John Deere. O treinamento será realizado em Bebedouro (SP), município localizado no coração da produção sucroalcooleira do Brasil, região responsável por quase um terço do açúcar e etanol produzidos no país.
O programa oferece 20 vagas e combina instrução teórica com prática intensiva, conduzida por especialistas com experiência direta de fábrica. O objetivo central é preparar as participantes para operar máquinas de alta tecnologia com foco em segurança, eficiência e rendimento. Segundo Luciana Lima, gerente de RH da Tracbel Agro, a iniciativa faz parte de uma estratégia contínua para romper barreiras em um segmento historicamente masculino, criando oportunidades reais de crescimento profissional para o público feminino.
O estado de São Paulo, com mais de nove milhões de hectares de canaviais, é o principal mercado para essas profissionais. As usinas e destilarias buscam cada vez mais operadoras qualificadas para lidar com colhedoras modernas, que demandam conhecimento técnico para reduzir custos operacionais e garantir a longevidade do canavial através da menor compactação do solo. As interessadas podem obter informações e realizar inscrições através da Central de Treinamentos pelo número (16) 2398-1445.
As máquinas utilizadas no treinamento representam o que há de mais moderno na colheita mecanizada mundial. As colhedoras John Deere comercializadas pela Tracbel Agro possuem alta tecnologia embarcada, sistemas de precisão e cabines projetadas para oferecer o máximo de conforto. Climatizadas, com vedação acústica e ampla visibilidade, essas cabines garantem um ambiente de trabalho seguro e ergonômico, fatores que facilitam a adaptação e a permanência das mulheres na função.
Além do ganho em produtividade, o uso dessas tecnologias contribui diretamente para a sustentabilidade do setor. A precisão na colheita ajuda a preservar a biomassa e o potencial de biogás, elementos estratégicos na matriz de energia limpa do Brasil. As profissionais formadas pelo curso estarão aptas a operar sistemas que aumentam a eficiência da extração e minimizam perdas, atendendo aos rigorosos padrões das grandes agroindústrias e players globais instalados na região.
O avanço da participação feminina na Tracbel Agro já é visível nos indicadores da empresa. Atualmente, as mulheres representam 25% do quadro de funcionários, um crescimento gradual em comparação aos 23% registrados há dois anos. A empresa acredita que a formação técnica é a ferramenta mais eficaz para acelerar essa inclusão, permitindo que as egressas do curso sejam rapidamente absorvidas pelo mercado de trabalho local.
A iniciativa de capacitação feminina está alinhada aos pilares de responsabilidade social e sustentabilidade do Grupo Tracbel. A holding mantém um rígido código de conduta que promove o respeito mútuo e a não discriminação, combatendo qualquer forma de violência contra as mulheres e promovendo a ética em todas as suas 40 casas distribuídas pelo Brasil. Com 1,6 mil funcionários, o grupo atua em setores diversificados que incluem mineração, construção, logística e transporte.
A divisão Tracbel Agro conta com 16 filiais no estado de São Paulo, focadas na comercialização e suporte técnico de máquinas John Deere. A força do conglomerado permite que o treinamento tenha um alcance nacional em termos de metodologia, mesmo sendo executado em um polo específico. Ao investir na formação de operadoras, a Tracbel não apenas supre uma demanda de mão de obra das usinas, mas também fortalece a imagem da mulher como peça-chave na modernização do agronegócio brasileiro.
A conclusão da formação abre portas em um setor que desempenha papel vital na balança comercial e na transição energética do país. Com a expertise adquirida, as novas operadoras estarão preparadas para contribuir com um agro mais diverso e tecnológico. A Tracbel Agro reafirma, assim, seu compromisso em transformar o cenário do campo, provando que o talento e a competência técnica não possuem gênero.