De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica, a semana do milho foi de queda, depois do ápice no domingo. “As cotações do milho em Chicago atingiram o seu ápice na sessão noturna de domingo para segunda-feira, com os ataques russos aos portos ucranianos no Danúbio. De lá para cá, só caíram, depois que o mercado começou a ver que as exportações ucranianas poderiam se dar por outros meios”, comenta.
“Infelizmente, a fraqueza no contrato é bem fundamentada. Entre uma área plantada significativamente maior do que a esperada e uma situação de demanda fraca (as exportações caíram mais de 32% ano a ano), tem sido muito difícil acreditar em uma narrativa otimista”, completa.
A introdução do “Dólar milho” na Argentina pressionou a demanda brasileira. “Exatamente como tínhamos previsto, a introdução de uma facilidade cambial na Argentina levou os agricultores do país a negociar 2,42 MT de milho em três dias, pressionando a demanda que antes era destinada ao Brasil”, indica.
“Mas os prêmios continuam elevados no Brasil, como mostramos em nossa seção de exportação de milho brasileiro abaixo, os prêmios ainda oscilam entre $ +60 e +70 cents/bushel (contra -10 a +50 no início de junho). A grande safrinha brasileira também pressiona as cotações, mas poderá ser enxugada pela demanda de exportação, que, no entanto, foi atrapalhada pela grande oferta argentina nesta semana e que se encerra em 31 de agosto”, indica.
Em Chicago, a cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno,
fechou em baixa de -2,30 % ou $ -12,25 cents/bushel a $ 521,00 A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -2,21 % ou $ - 12,00 cents/bushel a $ 530,25.