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Publicado em 29/06/2022 08h00

Análise do especialista - 29/06/2022

Elaborado pela equipe da Grão Direto. A Análise do Especialista é um informativo completo e rico em dados que auxiliam na tomada de decisão da venda e compra dos grãos.
Por: Grão Direto

COMO O MERCADO SE COMPORTOU NA ÚLTIMA SEMANA?

A semana anterior foi marcada por quedas expressivas em todo o mercado agrícola, inclusive no da soja. No contrato com vencimento em agosto, as cotações de Chicago atingiram U$16,09 o bushel, ou seja, uma queda de -5,46%.

O aperto monetário provocado pelo aumento agressivo da taxa de juros é o principal fator que reverteu, até o momento, a tendência de alta. Esse movimento faz com que os fundos de investimentos busquem os títulos do governo americano ao invés das commodities, tendo em vista as altas taxas e segurança.

Na China, notícias de novos lockdowns, devido ao coronavírus, também trazem uma dose de preocupação ao mercado. Além disso, foi noticiado que seus estoques de farelo de soja aumentaram bastante, diante de demanda interna fraca, ameaçando seu ritmo de compras de soja dos próximos dias.

A incerteza climática ainda permanece, diante de altas temperaturas e chuvas mal distribuídas nas regiões produtoras dos EUA. Porém, até o momento, o plantio e as condições das lavouras estão dentro da normalidade, sem preocupações excessivas.

O dólar seguiu para a quarta semana em sua tendência de alta, fechando a sexta-feira valendo R$5,25 (+2,14%). Temores de que o aumento de juros nas principais economias resulte em uma recessão, faz com que haja uma corrida para os títulos do tesouro americano, considerados os mais seguros do mundo. Consequentemente, isso faz com que o capital estrangeiro saia do Brasil. 

Com a queda expressiva de Chicago, mesmo com a alta do dólar, o mercado brasileiro apresentou uma desvalorização considerável nos preços, em relação à semana anterior.

Nesta semana, as atenções estarão voltadas para o relatório de plantio definitivo dia 30/06, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Nele constará a área definitiva de milho e soja, naquele país.

As previsões climáticas apontam para uma semana com chuvas mal distribuídas e altas temperaturas em várias regiões. Além disso, os movimentos de demanda chinesa, diante da imposição de novos lockdowns, também trazem uma dose de preocupação. 

O dólar poderá continuar com sua tendência de alta, ainda pressionado pelo receio com uma possível recessão mundial. Caso esses cenários se confirmem, mesmo com a alta do dólar, a semana será marcada pela alta dos preços no Brasil.

Em destaque nessa semana, tivemos as notícias sobre o milho armazenado a céu aberto que atraíram bastante atenção do mercado. Imagens publicadas evidenciam o que já vinha sendo falado em análises de semanas anteriores: a falta de espaço em armazéns. Com a colheita acelerada da safrinha, somado à baixa comercialização de soja no Brasil, causou esse “colapso”. 

Compradores atentos a isso, fizeram compras pontuais, aproveitando preços interessantes. As exportações continuam sendo expressivas neste ano, sendo comprovado pelos dados divulgados pela Secretaria Especial de Comércio Exterior (SECEX). O órgão publicou um volume de 5,37 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2022, contra 3,56 milhões no mesmo período de 2021, representando um aumento acima de +33%. 

Falando em mercado externo, Chicago (CBOT) finalizou a semana com uma queda de -4,55%, encerrando a $7,49 por bushel. Já o dólar fechou a semana com uma alta de +2,14%, valendo R$5,25.

No cenário de Chicago em queda e dólar em alta expressiva, as exportações ficam menos atrativas, aumentando o volume interno de milho.

Essa semana as cotações de milho poderão voltar a seu movimento de queda, pressionado principalmente pela colheita, que segue sem empecilhos no Brasil. 

AGORA VOCÊ ESTÁ MAIS INFORMADO!