Publicidade
Publicado em 28/03/2022 18h58

Vitrine de biodiversidade do Pantanal, Bioparque proporciona educação ambiental, pesquisa e turismo

Com aproximadamente 19 mil metros quadrados de área construída, o Bioparque Pantanal tem 23 tanques internos e oito externos, além de um tanque de abastecimento e outro de descarte de efluentes.
Por: Semagro - MS

A beleza do balé aquático de 20 mil peixes distribuídos em 33 tanques que se movimentam em mais de 5 milhões de litros de água doce, aliado a biodiversidade, educação ambiental, preservação do meio ambiente e tecnologia serão os alicerces do Bioparque Pantanal. A avaliação é do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) que juntamente com o governador Reinaldo Azambuja e o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, participou nesta segunda-feira (28), da inauguração da obra emblemática no Parque das Nações Indígenas.

Com aproximadamente 19 mil metros quadrados de área construída, o Bioparque Pantanal tem 23 tanques internos e oito externos, além de um tanque de abastecimento e outro de descarte de efluentes. Todo o trabalho de suporte à vida nos aquários do Bioparque será realizado pelos técnicos do Laboratório de Ictiologia do Imasul, que desde junho de 2015 assumiu a quarentena dos peixes vão habitar o local.

O monitoramento 24 horas abrange os peixes, répteis e anfíbios. Tudo com a tecnologia de um software importado da Espanha que emite alertas até para os celulares da equipe.

“O Imasul por meio de biólogos vai cuidar suporte a vida peixes e animais. Toda estrutura do instituto estará monitorando da qualidade da água até a terminação das espécies. Nos próximos meses vamos completar os tanques de peixes, que hoje estão com 40% da capacidade” salientou o secretário Jaime Verruck. Em plena capacidade, o Bioparque vai abrigar 60 mil espécies.

Ele destacou que nesta primeira etapa, o Bioparque estará aberto a visitação guiada de grupos de estudantes. Em maio, o público terá acesso total por meio de voucher que poderá ser emitido por meio da internet. “Quem quiser visitar o local, vai emitir o voucher com horário marcado pela Fundtur. Isso deverá ser feito por meio de um aplicativo que será disponibilizado”, adiantou.

Verruck destacou ainda que o BIoparque será um grande instrumento também para a educação ambiental de alunos da rede pública e privada. “Amanhã 300 alunos da rede pública vão conhecer o Bioparque. Nossa meta é dar sequência a educação ambiental das escolas públicas de Mato Grosso do Sul. A visitação técnica inicia em maio. Até lá vamos capacitar as equipes, trazer as universidades. A partir de maio, com o voucher a população poderá ter acesso ao local de forma monitorada e guiada”, enfatizou.


Secretário Jaime Verruck falou sobre a importância da obra do Bioparque -Kelly Ventorin

Outra novidade do Bioparque é um museu arqueológico no local. Com apoio da Marinha, os visitantes poderão conferir no local fóssil de 3,7 metros de uma preguiça-gigante, além de outras atrações.

Presença do Imasul

O diretor-presidente do Imasul, André Borges ressaltou a importância da obra para o Estado. “O Bioparque antes de ser um atrativo para a cidade de Campo Grande, é um centro de pesquisa de Ictiofauna da vida selvagem do Pantanal”, afirmou. Borges ressaltou ainda o papel primordial que o  Imasul tem na manutenção do Bioparque. “O Imasul é responsável pela idealização de toda a parte da fauna, dos aquários, dos tanques. Ou seja tem papel essencial no povoamento e o cuidado com os animais. Fora ainda os trabalhos de educação ambiental, laboratórios dentro do Bioparque, da pesquisa pensando na bioeconomia, no que podemos explorar no bioma Pantanal”, concluiu.