Publicado em 09/10/2014 09h40

Grãos não resistem à pressão de supersafra nos EUA

A supersafra de soja e milho que está saindo das lavouras dos Estados Unidos voltou a pressionar as cotações futuras dos grãos negociados na Bolsa de Chicago. No pregão desta quarta-feira (8), o mercado internacional considera novo incremento nas projeções da produção norte-americana, que deve ser confirmada pelo Departamento de Agricultura do país (Usda) na próxima sexta-feira (10).

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No quadro do milho, espera-se que a estimativa de colheita seja revisada para 368,8 milhões de toneladas, 3,2 milhões de toneladas acima da última projeção do órgão. O aumento é puxado pela produtividade das lavouras, que devem render 182,7 sacas por hectare (10,9 mil quilos por hectare), contra 179,6 sacas/ha (10,8 mil kg/ha) indicados no último relatório. Com isso, o número de estoques finais norte-americanos tendem a “engordar” ao menos 4 milhões de toneladas em relação à ultima estimativa do Usda e terminar a temporada em 54,4 milhões de toneladas.

Já o potencial de colheita da soja deve ser reajustado para mais de 108 milhões de toneladas, contra 106,5 milhões de toneladas previstos no início do mês passado. O aumento ocorre também por uma expectativa de maior rendimento das lavouras. Ou seja, as possíveis perdas por frio e chuvas que vêm sendo cogitadas na última semana, só devem ser contabilizadas pelo Usda no próximo relatório de oferta e demanda, a ser divulgado em novembro.

Diante de dois fundamentos importantes e contraditórios — perdas por chuva e frio e aumento nas projeções — as cotações dos grãos seguem sem muito rumo na Bolsa de Chicago. No pregão desta terça (7), a soja abriu o dia em baixa, no meio do dia foi para o campo positivo e fechou a sessão em terreno misto.

Autoria: Cassiano Ribeiro / Gazeta do Povo

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