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Publicado em 03/08/2022 16h13

Análise do especialista - 03/08/2022

Elaborado pela equipe da Grão Direto. A Análise do Especialista é um informativo completo e rico em dados que auxiliam na tomada de decisão da venda e compra dos grãos.
Por: Grão Direto

Mais uma semana marcada por muita oscilação e números históricos em Chicago. A alta dessa semana foi a maior dos últimos 17 anos - o contrato com vencimento em agosto atingiu uma alta de +14,60% (U$16,41 o bushel) - em relação à semana anterior. Já o contrato com vencimento em março/2023, atingiu U$14,73 o bushel, ou seja, uma alta de +11,17%. Os números impressionam, principalmente, por causa da reversão brusca da tendência de queda que a soja vinha sofrendo, nas últimas semanas. 

Novamente, o clima dá sustentação às cotações. O mapa atualizado pelo NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), o serviço oficial de clima dos Estados Unidos, aponta para temperaturas elevadas e chuvas mal distribuídas para parte do Meio-Oeste americano no início do mês de agosto. As condições das lavouras americanas continuam piorando, de acordo com o relatório semanal divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) na segunda-feira (25/07). 

Outro fator que vem pressionando as cotações é o cenário da Argentina, o maior exportador de derivados do mundo. O país vem passando por um momento de altas inflacionárias, onde o produtor de soja está preferindo segurar o produto, a fim de manter seu poder aquisitivo.

Além disso, o dólar teve uma semana de queda acentuada, fechando a sexta-feira valendo R$5,17, queda de -6%. Na quarta, o Banco Central Americano voltou a aumentar a taxa de juros do país em 0,75 ponto porcentual, de uma faixa de 2,25% e  2,50%. 

Apesar da alta da taxa de juros que, em tese, aumentaria a saída de dólar do Brasil, o recuo de -0,90% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre, trouxe uma atenção ainda maior sobre uma possível recessão nos EUA.

No Brasil, a credibilidade fiscal ainda continua fragilizada. Apesar da queda do dólar, o mercado brasileiro elevou seus preços, por conta da alta expressiva de Chicago, resultando em uma valorização nos preços, em relação à semana anterior.

Para esta semana, os temores de uma recessão econômica ainda permanecem, provocando cautela no mercado financeiro em geral. As previsões climáticas apontam para uma semana com chuvas mal distribuídas e altas temperaturas, na região do “Corn Belt”. 

Movimentos de compras, principalmente da China, também poderão influenciar o mercado. O dólar poderá retornar a sua tendência de alta, ainda respaldado pelo risco de recessão global. Sendo assim, a semana poderá ser marcada pela alta dos preços no Brasil, em relação à semana anterior.

Na semana anterior, as cotações de milho esboçaram uma reação, isso por causa do aumento da demanda servindo de suporte. A possível produção recorde brasileira estava pressionando as cotações para baixo, devido à excessiva oferta. Em contrapartida, a instabilidade climática nos EUA vem colocando em dúvida a produção americana. 

Em relação às condições das lavouras americanas, no dia 24/07, foi apontado um recuo de 3% nas condições boas a excelentes, de 64% da semana anterior para 61% nesta semana. 

Além disso, o calor e seca da Europa também vem trazendo preocupações ao mercado, colocando em dúvida a produção de milho da União Europeia. A China reforçou sua intenção de compra ainda esse ano. 

Diante de todos esses fatores, o Brasil volta a ser o centro das atenções para suprir a demanda mundial. Falando em mercado externo, Chicago (CBOT) finalizou a semana com uma alta de +9,96%, encerrando a 6,18 dólares por bushel. Já o dólar fechou a semana com uma queda de -6%, valendo R$5,17.

No cenário de alta em Chicago e queda no dólar, as exportações tendem a ficar estáveis. Porém, em um cenário de alta demanda mundial, isso pode não acontecer.

Para esta semana, o mercado continuará monitorando ativamente a evolução do clima nas regiões produtoras dos EUA. As previsões apontam para uma elevação de temperaturas e má distribuição das chuvas nos próximos dias. Diante disso, as cotações poderão ter uma semana de continuidade de alta.

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