Publicado em 13/09/2021 10h49

Importação de farinha argentina via marítima é recorde

No Brasil, o mercado como um todo parece bastante confuso

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Nesta semana, foi detectada a importação de 7.000 toneladas de farinha argentina via marítima no porto de Macuripe, em Fortaleza, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Desde que começamos a seguir o Line Up há 12 anos, é a primeira vez que constatamos este tipo de importação", comenta.

No Brasil, o mercado como um todo parece bastante confuso, diz a consultoria. “A questão da safra, apesar de imaginarmos que teremos um volume considerável de trigo disponível se tudo correr bem nas lavouras, ainda é uma incógnita. Os preços ofertados, mesmo para o trigo que será colhido, ainda estão elevados, se equiparando praticamente ao trigo spot.”, indica, citando um moinho do Paraná. 

“Mesmo com uma produção de certa forma maior este ano, alguns fatores chamam a atenção, como por exemplo o preço do trigo argentino, que se encontra em valores bem elevados em comparação ao mesmo período do ano passado e à sua média histórica. Esta alta do trigo argentino, mesmo com a safra um pouco maior, pode acabar influenciando o trigo nacional, até porque o Brasil compra muito trigo da Argentina”, completa esse moinho. 

No caso da farinha de panificação no Paraná, os compradores estão  aceitando reajustes, mas custos continuam a pressionar. "Mercados se aqueceram levemente, porque a farinha argentina subiu de preço, em torno de 6%, com a 000 ficando entre US$ 330-350/t, permitindo que os moinhos brasileiros possam aumentar o preço das farinhas nacionais. O farelo continua entre R$ 1.580/1.600/t. Trigo de safra nova está a ponto de ser colhido e deve começar a entrar neste fim de semana, mas deveremos ter uma semana chuvosa pela frente, que preocupa, porque poderá haver uma diminuição de FN para este trigo”, conclui. 

Autoria: Leonardo Gottems

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