Publicado em 03/05/2021 22h43

Preço das carnes deve se manter alto no Brasil pelo menos até o fim do semestre

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tendência é influenciada pelo aumento dos custos de produção e das exportações

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Os preços das carnes devem se manter em alta durante o primeiro semestre de 2021, avalia o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em especial influenciados pelo aumento no custo de produção e pelas exportações.

Para a carne bovina, o ano deve ser difícil para quem trabalha com engorda de animais. "O menor volume de abate já observado ao longo de 2020 deve seguir no 1º semestre de 2021", afirma o Ipea. No 2º semestre, a oferta de animais oriundos do confinamento vai depender dos preços de insumos e peças de reposição, que começaram o ano elevados.

Pelo lado da demanda, segundo o instituto, frigoríficos relatam dificuldade de repassar ao consumidor os aumentos no preço da arroba do boi gordo, o que pode pressionar a arroba.

Já a carne de frango deve ter, no segundo trimestre, manutenção dos patamares de preço vistos no primeiro por causa dos altos custos com ração, em especial milho e farelo de soja. Outro motivo é a competitividade do frango ante as carnes bovina e suína.

"O menor poder de compra da população tende a favorecer o consumo de proteínas mais baratas, como é o caso da carne de frango", diz o Ipea.

Quanto à carne suína, a expectativa é de aumento de preço no animal vivo, também por causa do custo de produção. As fortes exportações para a China - que tem dificuldades de recompor seu rebanho após a peste suína africana - também seguram os preços internos.

Autoria: Estadão Conteúdo

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