Publicado em 13/01/2021 21h22

Governo altera cronograma para retirar vacina da aftosa

A pandemia afetou ações para evolução do status sanitário

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O Brasil caminhava pra ficar livre de febre aftosa sem vacinação e evoluir de status sanitário, com cronograma estabelecido pelo Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PNEFA) que foi delineado para ser executado em um período de 10 anos, iniciando em 2017 e encerrando em 2026. 

Os Estados têm uma série de obrigações a cumprir para deixarem de vacinar e continuar assegurando a vigilância sanitária e as condições de saúde dos rebanhos. Com a pandemia algumas dessas atividades ficaram prejudicadas. Com isso a Equipe Gestora Nacional (EGN), do PNEFA, observou que apesar dos esforços conjuntos o cenário de evolução conjunta ainda não se mostra adequado em nenhum dos blocos para a suspensão da vacinação contra a febre aftosa de forma segura.

O grupo resolveu adiar a retirada da vacina nos blocos II, III e IV. O grupo I segue cronograma normal estabelecido. Com isso Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso, que estão mais avançados que a média nacional, seguem com calendário mantido e em maio de 2021 devem receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a chancela de área livre da doença sem necessidade de vacina. 

Já os outros blocos que incluem os  Blocos II (AP, PA, RR e parte do AM), III (AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN) e IV (BA, DF, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP e TO) vão manter a vacinação em 2022. É possível o avanço independente de estados, ou de grupos de estados, mediante apresentação de proposta de viabilidade técnica e econômica, para validação pelo Mapa. Nova avaliação está prevista para o final do primeiro semestre de 2021.

No Paraná o trabalho segue para a reta final. Todos os documentos necessários já foram encaminhados a OIE, que faz as últimas checagens do material. O Estado também recebeu diversas auditorias do Ministério da Agricultura. "Não podemos mais esperar para conquistar novos mercados, gerar divisas e empregos no Estado. Essa é uma demonstração do poder que tem uma mobilização bem feita envolvendo todos os setores da cadeia produtiva”, reforça Ronei Volpi, diretor-executivo do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec). 

Além do pedido para se tornar área livre de febre aftosa sem vacinação, o Paraná também solicitou o reconhecido, de forma separada de outros Estados, como área livre de Peste Suína Clássica (PSC). Hoje, o Estado faz parte de um bloco de 14 unidades da federação. Caso uma delas, mesmo que a milhares de quilômetros, apresente casos de PSC, o Paraná, segundo maior produtor nacional de suínos, seria impactado. 

Autoria: Eliza Maliszewski | Agrolink

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