Publicado em 16/10/2017 15h43

Agricultores do Estado iniciam colheita do trigo

Triticultores estão desmotivados quanto aos investimentos na cultura

O trigo se encaminha para a colheita, que se iniciou nesta semana no Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater, 20% das lavouras de trigo se encontram aptas (maduras) para a colheita; 60% estão em fase de formação de grão; 15%, em floração; e 3%, em desenvolvimento vegetativo. As primeiras colheitas apresentam volumes aquém do desejado e qualidade inferior. Com isso, as empresas compradoras de trigo estão sem preço para o produto e, portanto, sem comercialização para os grãos em depósito, o que deixa os triticultores gaúchos desmotivados quanto aos investimentos realizados na cultura nesta safra de 2017.

Assim como para o trigo, as chuvas frequentes que vêm ocorrendo, com previsão de continuar nas próximas semanas, não são benéficas para as demais culturas de inverno, como cevada, aveia e canola, uma vez que se encontram em maturação e colheita, fases em que o ideal é um tempo mais seco.

Com os níveis de umidade mais favoráveis, o plantio do milho transcorreu normalmente no último período, mas com a proximidade do período indicado para o plantio da soja, o desejo dos produtores é finalizar os trabalhos com o milho para se dedicar à oleaginosa. Nesta semana, o percentual de área plantada com milho alcança 56%, apresentando ótimo stand de plantas e desenvolvimento vegetativo normal. Nas lavouras plantadas recentemente, a germinação é considerada boa, com as plântulas denotando bom vigor inicial.

Com o retorno da umidade em níveis adequados, a incidência da lagarta do cartucho do milho, que se mostrava em níveis preocupantes, tanto em lavouras com variedades convencionais quanto em variedades resistentes, parece ter diminuído de intensidade, resultando em um menor número de aplicações para o seu controle. 

Safra de citros é encerrada na região do Vale do Caí 

Chega ao fim a safra de citros na região do Vale do Caí. O encerramento da colheita neste ano se dá mais precocemente do que o normal, em função da ocorrência de um inverno com temperaturas amenas, o que apressou a maturação das frutas e, em consequência, sua colheita.

Esta safra, que se iniciou no mês de abril, com a colheita da bergamota Satsuma, continuou com a colheita das cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras, e agora culmina com a colheita das cultivares tardias, transcorreu sem eventos climáticos extremos que pudessem prejudicar a produtividade dos pomares.

Com o fim da colheita das bergamotas e laranjas, a única fruta cítrica que ainda será colhida até o início da próxima safra, em 2018, é a lima ácida Tahiti, o popular limãozinho da caipirinha. O Tahiti tem floração em fluxos e colheita durante todo o ano. Nesta época, como o principal produtor de Tahiti do Brasil, o estado de São Paulo, está praticamente sem produção, o preço se eleva, o que tem ocorrido desde o mês de julho, quando o citricultor recebia, em média, R$ 20,00 pela caixa de 25 kg de Tahiti, sendo que o preço médio hoje está em R$ 80,00 a caixa.

Pastagens apresentam melhores condições 

As áreas de campo nativo apresentam melhorias na capacidade de suporte e na qualidade com a brotação de algumas espécies devido às temperaturas mais elevadas, ocorrência de chuvas mais frequentes e boa luminosidade. A Emater recomenda evitar excesso de lotação nesta fase. As pastagens de campo nativo com melhoramento estão com boa oferta de forragem e recebendo pastoreio, resultando em animais com boa condição corporal.

Na bacia leiteira, a produção de pastagens de inverno está de acordo com o esperado, fornecendo pastoreio intenso para o gado e, com isso, diminuindo o consumo de silagem e de ração comprada. Os produtores que vão plantar pastagem de verão já estão em busca de melhores preços e oferta de semente e adubos.

Autoria: Jornal do Comércio

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