Publicado em 03/11/2014 10h10

Metade das pastagens de Mato Grosso do Sul está degradada, aponta Embrapa

De cada dois hectares de pastagens de Mato Grosso do Sul, um está degradado.

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A estimativa é do pesquisador de Gestão Ambiental e Recursos Naturais da Embrapa Gado de Corte, Rodiney Mauro. Segundo ele, a área de pastagens no Estado corresponde a 28,2 milhões de hectares, dos quais 14 milhões estão em algum estágio de degradação. Essa extensão aumentou 55% no intervalo de sete anos: em 2007, a área degradada era de 9 milhões de hectares.

O cenário afeta sensivelmente a pecuária e, por decorrência, a economia sul-mato-grossense. Isso porque, de acordo com o pesquisador da Embrapa, a maior parte de Mato Grosso do Sul é formada por pastagens, sejam naturais ou cultivadas. Os 28,2 milhões de hectares correspondem a 79% da área total do Estado, que é de 35,71 milhões de hectares conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A extensão das pastagens é quase seis vezes maior que o das terras ocupadas com alguma cultura agrícola, que representam 5,99 milhões de hectares.

Esses números ajudam a dimensionar a gravidade da degradação das pastagens, problema provocado, sobretudo, pela ação humana. “As áreas degradadas decorrem, principalmente, do manejo inadequado”, observa o pesquisador. Ele nota, ainda, que essa situação se intensifica na medida em que aumentam as áreas de pastagens. “O crescimento da área degradada é proporcional ao aumento da área de pastagens”, afirma.
 

Autoria: Correio do estado

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