O período entre a colheita e o início de um novo plantio de soja concentra uma etapa decisiva para a qualidade das sementes que serão levadas ao campo. Depois do beneficiamento e do armazenamento em condições controladas de temperatura e umidade, os lotes seguem sob acompanhamento técnico, com repetição de testes e avaliações fisiológicas até a liberação para uso na próxima safra. Em Mato Grosso, o cultivo estará liberado a partir de 7 de setembro, com o encerramento do vazio sanitário.
Na Agro-Sol Sementes, entre maio e agosto, novas amostras são retiradas diretamente dos bags armazenados para verificar se os padrões observados após o beneficiamento continuam preservados. Como a semente é um organismo vivo, o monitoramento busca identificar possíveis alterações ao longo do tempo e reduzir incertezas antes da entrega ao produtor.
A rotina inclui testes de envelhecimento acelerado, tetrazólio, condutividade elétrica e cultivos em canteiros experimentais, usados para simular condições de emergência na lavoura. Os resultados são reunidos nos Índices de Recomendação Agro-Sol, ferramenta que combina informações laboratoriais para indicar sementes de acordo com diferentes ambientes de produção, níveis de investimento e desafios de cultivo.
O sistema também orienta decisões internas. Lotes que apresentam oscilações são bloqueados para novas análises e podem ser retirados da comercialização. O controle segue até o embarque, inclusive após o tratamento industrial das sementes, com comparações entre materiais tratados e sem tratamento. Nesta safra, a empresa prevê contribuir com o plantio de mais de um milhão de hectares de soja no Cerrado brasileiro.