Milho inicia setembro em alta nos contratos futuros
Publicado em 02/09/2026 07h19

Milho inicia setembro em alta nos contratos futuros

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 50 e R$ 55 por saca.
Por: Leonardo Gottems

O mercado de milho começou setembro com valorização nos contratos futuros e negociações ainda seletivas no mercado físico, em um cenário de suporte vindo do exterior e de oferta mais contida em algumas regiões. Segundo a TF Agroeconômica, a alta global do cereal, associada à perspectiva de redução da safra dos Estados Unidos e de quebra na Europa, abriu espaço para o milho brasileiro e ajudou a sustentar os preços futuros na B3.

Na terça-feira, o contrato setembro/26 fechou a R$ 72,18, alta de R$ 1,12 no dia. Novembro/26 terminou a R$ 78,43, avanço de R$ 0,83, enquanto janeiro/27 encerrou a R$ 81,79, ganho de R$ 0,90. No Rio Grande do Sul, as indicações ficaram entre R$ 58 e R$ 65 por saca, com liquidez restrita e produtores mais seletivos. O preço médio estadual avançou 1,53% na semana, para R$ 60,23.

Em Santa Catarina, as referências de venda permanecem próximas de R$ 60 por saca, diante de demanda ao redor de R$ 55. O estado mantém forte dependência de milho de outras regiões, já que consome cerca de 8,5 milhões de toneladas ao ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26. O Paraguai aparece como alternativa de abastecimento.

No Paraná, as negociações seguem pontuais, com indicações perto de R$ 60 e demanda em torno de R$ 55 por saca CIF. O preço recebido pelo produtor chegou a R$ 56,79, alta de 7,8% sobre a média de julho e de 11% frente a agosto de 2025. A colheita da segunda safra alcançou 83% da área, enquanto o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 6%.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 50 e R$ 55 por saca. A demanda da indústria de bioenergia segue firme e ajuda a absorver a oferta, enquanto a colheita da segunda safra atingiu 88% da área.