Publicado em 23/03/2015 10h34

SP: Calor e pouca chuva prejudicam lavouras

A produtividade na safra 2013/14 da cana-de-açúcar caiu 9,6% em todo o Estado de São Paulo, em comparação com a safra anterior. Na região de Ribeirão Preto, a queda na produção foi de 3%.

E de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), que levantou os dados, o clima foi um dos responsáveis por essa perda.

Um relatório divulgado na sexta-feira pelo instituto mostra que a falta de chuvas e o aumento das temperaturas na região prejudicaram as lavouras de cana.

Segundo o estudo, na safra passada, a média de chuvas na região foi de 950 milímetros, ante 1.483 na safra 2012/13.

Já as temperaturas subiram, em média, um grau no período. “Essas variáveis climáticas são fundamentais para a cultura da cana-de-açúcar nos seus diferentes ciclos de vida. A produtividade foi afetada”, explica o estudo do instituto.

“A quantidade de água necessária para a cultura atingir seu máximo potencial é em torno de 1.200 a 1.300 milímetros anuais, porém, todos os principais EDRs do estado, produtores de cana-de-açúcar, encontram-se abaixo do limite inferior, notadamente os situados ao norte e região central de São Paulo.”

Regiões
Além de Ribeirão os EDRs situados ao norte do estado que também sofreram perdas foram Barretos (-8%) e Orlândia (-2,3%). Já Araraquara (-8,6%) e Jaboticabal (-21,6%), na região central, tiveram perdas ainda maiores na produtividade. “Existe uma relação entre produção e consumo de água pela cana-de-açúcar”, diz o relatório.

Para a safra atual, cenário é o mesmo
A expectativa para a safra que começa no mês que vem na maioria das unidades produtoras da região -apenas a usina Batatais já começou a moagem neste mês- segue no mesmo ritmo do registrado na safra passada.

Segundo Gustavo Nogueira, gerente do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), este ano também deve ser de perdas na produtividade. “Se o volume de chuvas não subir de forma considerável e as temperaturas seguirem altas, a tendência é que a produtividade siga em queda”, diz.

Mas, ainda segundo ele, por outro lado, o setor ganha o fôlego econômico com o aumento na mistura do etanol anidro na gasolina e também recuperação de preços do hidratado.

Autoria: A Cidade

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