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Publicado em 23/06/2022 14h14

Soja: análises se fazem indispensáveis para atender demanda de qualidade da China

A exigência é que a soja tenha um teor de óleo entre 20% e 22% e de proteína variando de 40% a 44% ou mais. O país asiático também demanda uma soja com teor menor de umidade.
Por: Assessoria de Imprensa

As novas exigências da China para a aquisição de soja dos grandes produtores mundiais irão requerer maior investimento em tecnologias de análise, para a determinação dos teores de proteína, óleo e umidade demandados pelo maior comprador global da commodity. Em documento protocolado na Organização Mundial do Comércio (OMC), em maio deste ano, o governo chinês propôs que os grãos sejam enquadrados em cinco tipos, de acordo com parâmetros de qualidade que incluem o percentual de proteína, umidade e óleo. A exigência é que a soja tenha um teor de óleo entre 20% e 22% e de proteína variando de 40% a 44% ou mais. O país asiático também demanda uma soja com teor menor de umidade.

A nova exigência deve aquecer o mercado de tecnologias de análise de produtos da agroindústria. A empresa Fine Instrument Technology, especializada na análise de produtos da agroindústria com aplicação de ressonância magnética, aposta em um aquecimento das vendas do seu equipamento de análise, desenvolvido em parceria com a Embrapa Instrumentação ( São Carlos). 

A tecnologia SpecFIT utilizada neste processo tem várias vantagens em relação a outros métodos de análises, ressalta a CEO da empresa, Silvia Azevedo, pois consegue mensurar o teor de proteína, óleo e a umidade de grãos, de forma assertiva em menos de um minuto, de fácil calibração, de modo não destrutivo e sem gerar resíduos nem utilizar produtos químicos. Além de agregar valor ao produto, a tecnologia identifica pontos de perdas no processo de beneficiamento de produtos agrícolas, oferecendo um melhor controle às etapas da produção.  “O resultado das análises com a tecnologia SpecFit possibilita selecionar sementes e, ainda, a escolha dos grãos colhidos que atenderão às exigências de compradores mais criteriosos, principalmente do mercado chinês”, garante. “Ter uma ferramenta de análise eficaz, hoje em dia, é fundamental.  A tecnologia tira a subjetividade e irá balizar as negociações com a China”, pontua.

Ainda que atingir os patamares requisitados pela China exija uma melhoria da produção nacional, o Brasil ainda leva clara vantagem em relação ao seu principal concorrente, os Estados Unidos. Daniel Consalter, diretor da FIT , ressalta que  o teor médio de proteína na soja brasileira é aproximadamente 2% superior ao dos grãos dos Estados Unidos, como evidenciado em um estudo realizado pela Embrapa sobre aspectos relacionados à qualidade da soja brasileira, mas existe uma grande variação por estados. Estudos recentes têm demonstrado que o aumento de produtividade pode também impactar na qualidade, tornando imprescindível o melhor controle desses parâmetros”, avalia Consalter.

O equipamento de Ressonância Magnética SpecFITl2,  foi lançado  pela FIT em parceria com a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), em 2016. Para ampliar a sua atuação, a FIT  obteve, em 2019, investimentos da NT@gro, investidora voltada para startups com soluções para o Agronegócio e, em 2021, recebeu um novo aporte da Fapesp.