Publicado em 20/11/2020 23h59

Terceira noite do Fórum Tecnológico do Leite de Teutônia discute Sistemas de Ordenha

A terceira e última noite do 14º Fórum Tecnológico do Leite de Teutônia contou com discussões sobre "Sistemas de ordenha"

Realizada na quinta-feira (19/11), a terceira e última noite do 14º Fórum Tecnológico do Leite de Teutônia contou com discussões sobre "Sistemas de ordenha". Na ocasião, três agricultores apresentaram suas experiências com ordenha canalizada em sistema de saída rápida, sistema de ordenha carrossel e ordenha robotizada. Por causa da pandemia de Covid-19, a edição deste ano foi online e contou com um público total de cerca de 5,7 mil pessoas nas três noites de atividade. "O que pode ser considerado satisfatório e histórico", salientou o coordenador do Centro de Treinamento de Agricultores de Teutônia (Certa), Maicon Berwanger.

Tendo como tema geral a "inovação", o fórum foi todo exibido por meio de lives no Youtube. Nas três noites foram apresentados oito relatos de experiências com o objetivo de mostrar as mais variadas tecnologias tanto de produto como em formas de produção. "Não por acaso, a palavra eficiência, que poderia ser simbolizada pela economia de recursos para o agricultor, com aumento de produtividade, de qualidade de vida e de autonomia na tomada de decisões nas propriedades, ressurgiu durante vários momentos do evento", destacou Berwanger. "A ideia foi compartilhar experiências", completou.

Na terceira noite Berwanger moderou o debate e fez questão de destacar que os três sistemas de ordenha não competem entre si. "Há que se observar a realidade de cada agricultor", lembrou. No caso do produtor Nestor Reckziegel, de Paverama, o sistema de saída rápida agilizou a ordenha das 150 vacas em lactação. Isto permite, atualmente, a realização de três ordenhas diárias. "O que antes eram quase quatro horas de trabalho agora é apenas uma, com mais vacas ordenhadas, com bom uso do espaço já existente e uma produtividade que pode alcançar os 37 litros de leite diários por animal", comentou.

Nos três sistemas, a riqueza de informações geradas também foi destacada pelos agricultores. No caso de Tair Fell, de Estrela, as 204 vacas são ordenhadas no sistema robotizado de forma revezada durante as 24 horas do dia. "No computador eu posso acompanhar a litragem de cada vaca, quanto de alimento elas têm consumido, se elas 'sobem' ou não para a ordenha, se estão em época de cio ou se possuem alguma doença, entre tantas outras informações", explica Fell. "É um impacto tanto na mão de obra, como na velocidade do processo, o que vai melhorar o plantel como um todo", avalia o agricultor.



Se não bastassem todas estas vantagens, os sistemas de ordenha apresentados também mostraram ser eficientes na melhoria da sanidade do rebanho - também pelo volume de informações - e até em outras questões como a genética. "No meu caso, o sistema de carrossel é famoso por ser adotado por grandes fazendeiros e, mesmo eu tendo 120 vacas em lactação ele tem sido muito útil pela agilidade e pala autonomia", salienta o agricultor Cesar Meinerz, de Estrela. Com linhas de financiamento mais acessíveis via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também é possível fazer qualquer um dos investimentos com mais prazo.

Assim como ocorreu nas outras noites, em que foram discutidos sistemas de produção de forragens e sistemas de armazenagem de milho na propriedade, os agricultores puderam tirar diversas dúvidas sobre os temas discutidos. Na fala de encerramento, o diretor técnico da Emater/RS Alencar Rugeri destacou a parceria das instituições organizadoras para o sucesso do evento, que contou com participantes de todo o país. "Isso fortalece e nos dá segurança de que este pode ser um dos tantos caminhos para levar conhecimento aos produtores", salientou.

O 14º Fórum Tecnológico do Leite - Edição Online foi uma realização da Emater/RS-Ascar - que atua de forma vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado, Colégio Teutônia, cooperativa Dália Alimentos, cooperativa Languiru e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS).

Autoria: Agrolink

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