Publicado em 11/09/2019 10h49

Preços do milho voltam a subir

A médio e longo prazos existem, sim, possibilidades de as cotações voltarem a subir

Mesmo com a pequena queda de 0,09% do Dólar no Brasil, os preços d exportação voltaram a ficar fortalecidos diante da alta de 2,27% das cotações do milho em Chicago, nesta terça-feira, voltando a preocupar os grandes compradores internos do cereal. A informação é da T&F Consultoria Agroeconômica.

Com isto, os preços médios voltaram a subir 0,47% na região de Campinas, principal referência do país, para R$ 36,15/saca, contra R$ 35,98/saca do dia útil anterior, reduzindo as perdas de setembro para 0,50%. “A médio e longo prazos existem, sim possibilidades de as cotações voltarem a subir, diante da situação das lavouras americanas e das exportações mundiais. O grande empecilho não são os EUA, mas a Ucrânia, que aumentou a sua exportação em 2,0 MT e tem fretes menores junto aos grandes compradores mundiais”, aponta o analista Luiz Pacheco.

Ainda de acordo com a T&F, os preços oferecidos pela exportação, para vendedores distantes 600 km do porto, subiu para R$ 29,45 (28,75 do dia anterior) para setembro, R$ 31,58 (31,00) para dezembro e R$ 33,03 (32,46) para março de 2020. Já os milhos importados do Paraguai chegariam ao Oeste do Paraná ao redor de R$ 30,22 (R$ 30,24 anterior); ao Oeste de Santa Catarina ao redor de R$ 33,67 (33,70) e ao Extremo Oeste de SC ao redor de R$ 33,18 (33,21) /saca. O milho argentino a R$ 49,38 (49,42) e o americano a R$ 56,04 (55,37) no oeste de SC.

“Com relação aos preços dos principais consumidores de milho, os preços do frango permaneceram inalterados, com o acumulado do mês ficando em 0,87%; os preços dos suínos também permaneceram inalterados, com o acumulado do mês permanecendo em 0,24%. Por sua vez os preços dos bovinos avançaram 1,48%, contra a alta de apenas 0,16% do dia anterior, alçando o acumulado do mês para o terreno positivo de 0,67%”, conclui Pacheco.

Autoria: Leonardo Gottems - Agrolink

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