Publicado em 15/03/2019 17h48

Cresce mercado de bioinsumos para o agro

"Isso é possível a partir do estudo da enorme diversidade biológica de espécies"

Um texto publicado no www.clarin.com, por Fernando Vilella, que é diretor do Programa de Bioeconomia da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires, indica que o mercado de bioinsumos está crescendo constantemente dentro da agricultura. De acordo com ele, essa é uma alternativa de grande potencial para o controle de pragas e doenças nas lavouras, mais sustentável que os produtos químicos. 

“As crescentes demandas consolidadas dos múltiplos produtos da fotossíntese só podem ser fornecidas em larga escala por alguns países onde apenas 10% da população mundial vive, a grande maioria dos mais populosos é cada vez mais deficiente. Um requisito intergeracional inevitável é preservar seriamente os recursos naturais que o permitem. Entre as diferentes estratégias para alcançar a sustentabilidade, em um sentido amplo, está a utilização de agrotóxicos mais amigáveis. Hoje, cerca de 80% dos classificados em faixas verde e azul são usados, ou seja, os menos perigosos”, escreveu. 

O outro processo que cresceu rapidamente é obtenção de moléculas ou microrganismos da natureza, adequados para a proteção de culturas contra pragas e doenças ou melhorar a nutrição favorecendo a fixação do azoto ou solubilizar o fósforo e outros nutrientes. “Isso é possível a partir do estudo da enorme diversidade biológica de espécies e metabolismos que dialogam entre si. Aproveitar as moléculas que eles usam nesses processos, com diferentes estratégias defensivas e ofensivas, tem um background antigo como o uso de inoculantes em leguminosas, mas são de multiplicação incipiente”, conclui. 

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink

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