Publicado em 12/06/2018 18h05

Chilenos usam restos de ervas daninhas para fertilizar o solo

A alta concentração de nitrogênio e água presentes na planta são importantes para a compostagem

Um grupo de cientistas do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) está buscando uma solução que utiliza resíduos da planta daninha mostarda-preta, ou erva-pimenteira, para fertilização do solo. A planta, que é muito agressiva ao milho e à alfafa, é uma das 500 espécies invasoras existente no país.

Os pesquisadores locais estão lutando desde 2011 para erradicar a planta, mas até agora não obtiveram sucesso. Alberto Pedreros, especialista em ervas daninhas, atribui a disseminação da mostarda-preta ao atraso que houve para combatê-la. "Não há lugar no mundo onde a vegetação esteja dentro das plantações. Em outros lugares, plantas invasoras são deixadas de fora porque começaram a controlá-las desde o início. Aqui é possível que a reação tenha se atrasado, quando a área agrícola já estava invadida", explica.

Contudo, os cientistas começaram a trabalhar em um método para tornar a erva daninha em algo que beneficiasse a produção agrícola. De acordo com Juan Luis Sepúlveda, engenheiro agrônomo, a alta concentração de nitrogênio e água presentes na planta podem ser importantes na realização da compostagem, já que o solo chileno é árido e não colabora com a ação efetiva de adubos químicos.

"Queríamos aproveitar o potencial da planta para fazer algo positivo para os solos da região, que naturalmente são muito pobres em matéria orgânica, e assim oferecer aos pequenos agricultores uma alternativa ao uso do guano não processado, substituir a queima das ervas daninhas e contribuir com toda a cadeia produtiva agrícola", comenta.

A pesquisa é realizada pelo SAG em parceria com a Fundação de Inovação Agrária (FIA). O projeto tem duração de dois anos e busca auxiliar a agricultura familiar da região de Antofagasta, no Chile.

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink

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